Edifício da antiga Escola Primária N.º 1 é hoje um espaço de eleição em termos de criatividade e formação para as artes. Em fase experimental, oferta contempla II áreasPretende ser um espaço de «encontro alternativo», «num ambiente artístico» onde «impere a criatividade» e os amantes das artes se sintam “em casa”. Falamos da Escola d ‘Artes - Expressart, um projecto da Câmara de Santa Comba Dão que já está em funcionamento.
João Lourenço, presidente da autarquia, reconhece que este projecto constitui uma das “meninas dos seus olhos” e afirma mesmo que a sua concretização foi «uma das razões» que levou a sua recandidatura ao segundo mandado e hoje está manifestamente satisfeito com a adesão que a escola está a suscitar. «Até as minhas duas filhas mais novas, de sete e 12 anos, andam entusiasmadas e querem ir para lá», afirma.
O projecto nasceu no quadro da construção dos centros escolares, uma vez que a sua implementação veio dar “ordem de despejo” a um conjunto de escolas existentes. «O que fazer às escolas devolutas?», questiona o autarca, sublinhando que a Escola Primária N.º I, localizada na sede do concelho, «tinha todas as condições para continuar a ser utilizada como escola». Mas, claro, uma escola diferente, um «espaço alternativo» que a autarquia entendeu orientar para a área das artes.
Uma orientação que João Lourenço explica tendo em conta o facto de o concelho de Santa Comba Dão ser fértil em termos de vocações artísticas. A ideia começou a «germinar há dois anos e tal» e «tem vindo a ser consolidada com as actividades que existem hoje na Casa da Cultura, ligadas às artes plásticas, dança e teatro, e também com o Conservatório de Música», explica o autarca.
A funcionar numa fase que João Lourenço considera «experimental», a Escola d ‘Artes conta com a coordenação de Daniel Coelho, que trabalha em estreita colaboração com Manuela Alves, vereadora da Cultura. «Estamos muito longe do funcionamento em pleno», «queremos muito mais», afirma o autarca de Santa Comba, ressalvando, todavia, que isso vai depender das «adaptações que é necessário fazer em termos de espaço». Ou seja, esclarece, «é necessário proceder a adaptação do edifício», uma vez que se a antiga Escola Primária N.º I de Santa Comba se apresenta, em termos de aspecto, «como um edifício extraordinário», o mesmo não se pode dizer relativamente ao interior.
Obras na ordem dos 500 mil euros
«É necessário efectuar obras profundas», refere João Lourenço, apontando para as paredes que será preciso deitar abaixo, as acessibilidades que é necessário acautelar, unia vez que o edifício tem dois andares, entre outras questões. “Pormenores” que a Câmara de Santa Comba já “estudou” e que representam, em termos de investimento, «nunca menos de 500 mil euros», de acordo com as contas do autarca, para quem esta adaptação terá de passar por uma candidatura a fundos comunitários. João Lourenço não vislumbra, para já, um programa em que o projecto se possa “encaixar”, mas acredita na possibilidade de, no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), ser possível enquadrar uma candidatura desta natureza.
Mas, enquanto isso não acontece, e tão pouco há horizonte temporal nesse sentido, a Escola d’Artes começou a funcionar e a «adesão tem sido francamente boa», diz João Lourenço, que não esconde a sua satisfação. «Já estão a germinar algumas sementes», considera, apontando as dezenas de pessoas que já se têm deslocado a escola e, em particular, a atenção que despertou junto dos mais pequenos, a começar pelas suas filhas.
Texto: M.V.












